domingo, 31 de março de 2013


                                                 TDAH, escola e família

Camila Mireli da Rosa
Educadora

        Por que é tão difícil o TDAH ser percebido por um professor? Por que a família tem dificuldade em aceitar uma possível ajuda? Questões como essas são vistas aos montes em escolas e famílias de toda parte.
       É muito mais fácil e cômodo pensar que seus filhos sempre serão brilhantes ou que os alunos agitados ou que não conseguem prestar atenção são malcriados... Ver o que realmente se passa com o filho ou o aluno dá trabalho, demanda tempo e tudo que todos querem é não serem incomodados...
      Creio que com um com uma situação verídica, de como é esse mundo "TDAH escola e família", o entendimento ficará mais fácil do que qualquer discurso sobre o assunto. O relato sofreu algumas modificações para que os participantes não tenham que reviver nenhum constrangimento.
      Certa vez, em uma pequena escola da cidade de Curitiba havia um professor muito atento aos problemas de aprendizagem de seus alunos e percebeu que seus colegas professores reclamavam muito de uma aluna do 7º ano em específico. Diziam muito sobre ela: "Preguiçosa"; "Vive no mundo da lua"; "Distrai os colegas". E assim seguiam com o pensamento até raivoso sobre a aluna. Foi então que o professor notou que ela era uma aluna distraída, mas que a preguiça não era de má vontade e sim decorrente dos sintomas do TDAH, de postergar as suas atividades por uma falta de vontade que é maior do que sua consciência de estudo. Além disso, ela nunca se lembrava de anotar as tarefas e mesmo quando anotava, porque o professor ficava ao lado conferindo, acabava por não fazê-las. Foi então que o professor comunicou a coordenação que havia algo de errado com a garota e que ela não fazia as coisas por mal e sim porque possuía uma dificuldade maior...
         A coordenação comunicou os pais que não demonstraram muito interesse e então soubemos que eles haviam se separado a pouco, logo ficava mais claro a falta do interesse deles.
         No meio do ano a garota inteligente estava de recuperação em quase todas as matérias. O professor inconformado foi mais uma vez até a direção para que pedissem para que os pais fossem atrás de ajuda para a garota. Dessa vez a coordenação e a direção estavam muito ocupadas para tal feito. O professor, sentindo-se de mãos atadas resolveu colocar um bilhete na agenda, que foi prontamente respondido pelo pai da aluna, que dizia que procuraria ajuda. E assim o fez. Em uma semana a garota havia sido diagnosticada com TDAH e estava medicada. Terminou o ano como se fosse outra criança, concentrada e disposta. O professor sentiu-se satisfeito e até recebeu uma carta do pai agradecendo o auxilio dado à filha. Com alegria aquele ano foi concluído.
       Após as férias, o professor certo de que a garota estaria bem e pronta para o 8º ano se decepcionou ao perceber que as características de desatenção e hiperatividade haviam voltado. Logo comunicou a coordenação, que lhe avisou que os pais não queriam tratar sobre o assunto.
       O professor ficou intrigado, pois no fim do ano o pai havia sido muito receptivo a suas queixas e inclusive a aluna havia sido tratada. Então ele escreveu aos pais questionando o porquê da interrupção do tratamento. Ele não obteve respostas. Alguns dias após o feito foi chamado à coordenação e questionado por seu ato. Ele explicou que estava interessado no sucesso da aluna e a direção disse que a mãe da garota exigia uma reunião com o professor, pois não gostou que ele falasse sobre o tratamento de sua filha. Foi então que o professor percebeu que estava em um conflito entre pai e mãe o primeiro queria e aceitava o tratamento, enquanto a segunda disputava com o pai a garota.
       Mas em um domingo o professor recebeu uma má notícia: perdera sua avó paterna. Como ainda morava com seus pais e seu pai estava dormindo precisava acordá-lo para contar-lhe, nada pior a se fazerem que avisar para alguém que a mãe morreu... Ok, o professor deu conta do que tinha que fazer, mas não poderia ministrar aulas no dia seguinte. Ligou imediatamente para sua coordenadora e avisou do ocorrido e ela disse que não haveria problema. Na terça-feira quando o professor voltou à escola a diretora estava na secretaria lhe esperando, coisa que nunca antes acontecera, ela lhe deu os pêsames e disse "Pode voltar para casa, você está demitido, pois a mãe da garota pediu sua demissão...".
       Quero levantar algumas reflexões: a maioria dos professores entende sobre dificuldades de aprendizagem? A escola está pronta para perceber, reconhecer e aceitar esse tipo de profissional capacitado? A escola virou espaço de compras, os pais compram os alunos e quem os ensina? A família está preparada para o diferente? Os pais educam e prestam atenção aos seus filhos ou vão levando a vida? Creio que todos os envolvidos na educação - pais, alunos, professores, diretores - devem refletir sobre esses e outros pontos quando o assunto são dificuldades de aprendizagem.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Autismo

Marcelo Serrado tem irmão autista e conta que sofreu com o preconceito Ator fala dos desafios que o irmão mais velho enfrentou 05/07/2012 às 11h25 Programa Encontro com Fátima Bernardes Atualizado em 05/07/2012 às 12h59 Marcelo Serrado, o Tonico Bastos da novela Gabriela, tem um irmão autista e conhece de perto as dificuldades de quem precisa de atenção especial. Pela primeira vez, o ator fala sobre os preconceitos que teve que enfrentar. “Meu irmão é 10 anos mais velho do que eu, mas mesmo assim o preconceito que ele sofria foi uma coisa muito marcante na minha infância. Eu não entendia muito o que acontecia. Ele era normal até os 4 anos, depois começou a ter algumas convulsões e foi diagnosticado com autismo. Me lembro do dia em que eu estava fazendo uma peça infantil e levei o meu irmão para assistir. Ele é corcunda e eu percebi que as pessoas olhavam para ele com diferença”, contou. O irmão de Marcelo estudou em uma escola especial na cidade de Betim, em Minas Gerais, mas hoje, mais de 600 mil crianças e adolescentes com necessidades especiais estão incluídas nas turmas regulares. No exterior esse assunto tem muito destaque. Nos Estados Unidos, o repórter Hélter Duarte conta que o número de autistas aumentou 78% na última década. “Especialistas acreditam que o número cresceu tanto porque o diagnóstico melhorou e chegou às áreas mais pobres do país”, contou.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

TDAH

Como está citado em meus livros indicados "Mentes Inquietas" trata do transtorno TDAH de forma muito clara. Para que seus filhos ou mesmo vocês não sofram vale apenas a ler ao menos a sinopse. Segue também um vídeo com a autora Ana Beatriz B. Silva.

Via de regra, os portadores de TDAH são injustamente rotulados de preguiçosos, mal-educados “bicho-carpinteiro”, avoados, irresponsáveis ou rebeldes, mas na realidade possuem um funcionamento cerebral diferente, que os fazem agir dessa forma. O TDAH ou simplesmente TDA é caracterizado pela seguinte tríade de sintomas: desatenção, impulsividade e hiperatividade mental e/ou física. Manifesta-se ainda na infância e está presente em 3 a 7% nas crianças em idade escolar. Tais crianças frequentemente apresentam dificuldades de concentração e de relacionamentos, ocasionando incompreensão de amigos, pais e professores.
Um dos maiores problemas que permeiam o TDA é a falta conhecimento sobre o assunto, tanto na população leiga quanto nas áreas médica, psicológica e educacional. Muitas pessoas com TDA passam a sua vida inteira sem ter a mínima noção de que o problema tem solução e de que precisam de um diagnóstico e tratamento adequados. Menos conhecido do público em geral é o fato de que a hiperatividade física nem sempre está presente nos portadores de TDA. Somente 50% desses indivíduos apresentam agitação física. Por isso, a condição básica para se firmar o diagnóstico de TDA é a hiperatividade mental (uma mente inquieta, ruidosa, que vive “a mil por hora”). Isso dificulta sua concentração, em função da tempestade de pensamentos e ideias que pairam em suas mentes.
Os meninos estão mais propensos a apresentarem o TDA com hiperatividade física. Já as meninas são mais quietas, desligadas, sonhadoras e, por isso mesmo, não chamam a atenção quanto ao seu comportamento. Os meninos são mais acometidos que as meninas, numa proporção de 3:1.
Ninguém adquire TDA na vida adulta. O transtorno do deficit de atenção é uma condição que acompanha a pessoa desde sempre, sendo constitucional e inerente à sua biologia. A pessoa nasce TDA.
Ao contrário do que se possa pensar, os TDAs não possuem parca inteligência ou algum problema de ordem cognitiva. Eles apresentam grande potencial criativo e intuitivo, muitas vezes com QI acima da média. O grande “x” da questão é canalizar suas habilidades inatas em algo realmente producente.
http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=2686554&ID=C915C6917D909150C0D2A0962&pac_id=33347&gclid=CIeTn-m-_K8CFQ0q7Aod2Vs1Tg

sábado, 12 de maio de 2012

Ministério da Educação irá avaliar alfabetização em 2013

Por Larissa Alberti | Redação Unyleya – 29/03/2012 17:42:00

A alfabetização das crianças de oito anos de idade será avaliada pelo Governo Federal no próximo ano. A afirmação foi dada ontem pelo ministro da educação, Aloizio Mercadante, em São Paulo, durante um encontro que contou com a presença de mais de 290 empresários brasileiros. A avaliação será uma ampliação da Provinha Brasil, que verifica o nível de alfabetização das crianças matriculadas no segundo ano de escolarização das escolas públicas brasileiras, e fará parte do programa Alfabetização na Idade Certa, criado para garantir a alfabetização de crianças na idade apropriada. O programa incluirá materiais didáticos adequados, avaliação permanente e mais recursos direcionados para proporcionar que todas as crianças de oito anos de idade saibam ler e escrever.
De acordo com o ministro, os níveis de qualidade da educação pública ainda são muito baixos, apesar de o Brasil ter sido um dos países com melhor índice de melhora de posição no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) na última década. Essa é a quinta de 20 metas do Plano Nacional de Educação (PNE), anunciado pelo governo no final de 2010. O plano prevê ainda, entre outras metas, universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 anos; oferecer educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de educação básica;  e elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional. A previsão é de que todas as metas sejam alcançadas nos próximos dez anos.
O governo prevê mudanças na área da educação até 2020, que têm como objetivo proporcionar aos alunos um ensino de qualidade, com bons colégios e professores capacitados.

quinta-feira, 10 de maio de 2012